A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de tutela de urgência feito pelo Vasco para realizar no estádio do Maracanã a partida contra o Vitória, válida pelas quartas de final da Copa do Brasil, na próxima quarta-feira, dia 26. Com a decisão judicial tomada, a negativa emitida pela concessionária que administra o estádio foi integralmente mantida. Desta forma, o Vasco fica com São Januário como a principal opção de local para sediar o confronto decisivo do torneio.
Esta decisão inicial proferida pela Justiça é referente apenas à análise do pedido de tutela de urgência apresentado pelos advogados vascaínos. Com isso, o debate em torno do direito que o Vasco possui de utilizar o Maracanã em seus jogos ainda não representa o fim do processo judicial de forma definitiva. Como consequência do indeferimento, o clube carioca ainda pode recorrer da decisão para tentar reverter a situação jurídica nos tribunais.
O Vasco acionou a Justiça do Rio de Janeiro logo depois de a concessionária do estádio enviar um comunicado oficial apontando que não seria viável disponibilizar a arena esportiva na data solicitada. A intenção da direção do clube vascaíno é fazer valer o contrato que foi costurado no ano passado em conjunto com os administradores do estádio. A equipe vascaína alegou na ação judicial que as justificativas de veto apresentadas por Flamengo e Fluminense são insuficientes para inviabilizar o jogo.
A concessionária do Maracanã se defendeu no processo judicial ao argumentar que o período de uma semana, de 23 a 29 de agosto, foi reservado de forma integral para a realização de um serviço de recuperação do gramado do estádio. De acordo com os argumentos da defesa, o planejamento técnico preestabelecido previa intervenções profundas e sem interrupção durante todo o período, o que inviabilizaria completamente a realização da partida de futebol na quarta-feira, dia 26.
Os clubes Flamengo e Fluminense, que fazem a gestão do local através da concessionária Fla-Flu Serviços S.A., defendem que a recusa para o jogo da próxima quarta-feira é a consequência direta de uma programação técnica voltada ao gramado, que já estava definida antes do pedido do Vasco. Os gestores argumentam também que o acordo de cooperação elaborado no ano passado para que a equipe vascaína utilizasse o Maracanã não tem nenhuma validade jurídica devido à total falta de assinatura do documento.
Na análise da Justiça, a decisão aponta que não há qualquer risco de o jogo deixar de ser disputado, uma vez que o Vasco tem a possibilidade de mandar o confronto em seu próprio estádio, São Januário, ou ainda em outras arenas esportivas localizadas no estado do Rio de Janeiro. A concessionária também apresentou como argumento um precedente do próprio Tribunal de Justiça do Rio em caso anterior envolvendo o Vasco e o Maracanã, que determinava que a disponibilidade de outros estádios impedia o perigo de a partida não ocorrer.

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