Category: Economia

  • Sorvetes Häagen-Dazs deixam de ser distribuídos no Brasil após 29 anos

    Sorvetes Häagen-Dazs deixam de ser distribuídos no Brasil após 29 anos

    Os sorvetes da marca Häagen-Dazs deixarão de ser distribuídos no mercado brasileiro, conforme anunciado de forma oficial pela General Mills Brasil, empresa proprietária da marca. A decisão encerra de maneira definitiva uma trajetória de 29 anos de presença do produto no país. Atualmente, o encerramento da distribuição faz parte de um plano de reestruturação global de portfólio da companhia norte-americana.

    A Häagen-Dazs, que atua especificamente no segmento de sorvetes premium, iniciou as suas operações comerciais no mercado brasileiro no ano de 1997. Ao longo de quase três décadas de atuação, a marca se consolidou no país comercializando produtos nos formatos de potes, copinhos e picolés. Esses itens eram vendidos aos consumidores a preços consideravelmente mais elevados do que os praticados pelas marcas tradicionais concorrentes.

    A decisão de encerrar a distribuição de sorvetes no país coincide com outras grandes mudanças nos negócios da General Mills na região. Em março, a empresa norte-americana fechou um acordo definitivo para vender toda a sua operação brasileira ao grupo 3corações pelo valor de R$ 800 milhões. Essa transação envolve marcas tradicionais do mercado nacional, como a Yoki, conhecida por produtos alimentícios como farofa, batata palha e pipoca de micro-ondas, e a Kitano, que comercializa temperos diversos. A conclusão final do negócio depende diretamente da aprovação de órgãos reguladores e está prevista para ocorrer no final do ano de 2026.

    De acordo com as diretrizes divulgadas pela General Mills, a nova estratégia corporativa global tem como foco categorias de produtos que a direção da empresa considera prioritárias mundialmente. Esse planejamento estratégico de portfólio inclui o investimento focado em setores específicos como sorvetes premium, snacks, comida mexicana e alimentos voltados para animais de estimação. Ao divulgar os detalhes da reestruturação, a companhia informou que as mudanças operacionais devem contribuir diretamente para melhorar as margens de lucro globais e concentrar todos os esforços e recursos em negócios avaliados como mais estratégicos pela administração.

    A General Mills foi fundada no ano de 1856, nos Estados Unidos, e atualmente se posiciona como uma das maiores empresas de alimentos do mundo. O portfólio global da fabricante é amplo, englobando produtos que variam de cereais matinais e snacks a sorvetes e rações animais. A multinacional é dona de marcas globais muito conhecidas, como Cheerios, Nature Valley, Betty Crocker e a própria Häagen-Dazs. No ano de 2025, a corporação registrou uma receita de aproximadamente US$ 19 bilhões, além de obter cerca de US$ 1 bilhão em ganhos decorrentes de suas participações em outros negócios.

    No Brasil, a General Mills mantém uma estrutura operacional que emprega cerca de 3.500 colaboradores diretos. A empresa conta com duas unidades fabris no país, sendo uma localizada no município de Pouso Alegre, no estado de Minas Gerais, e a outra em Campo Novo do Parecis, no estado de Mato Grosso. Adicionalmente, a estrutura logística no país é composta por seis centros de distribuição. Conforme dados de um comunicado divulgado pela própria companhia no mês de março, as operações brasileiras contribuíram com aproximadamente US$ 350 milhões, o equivalente a R$ 1,8 bilhão, para as vendas líquidas da empresa no ano fiscal de 2025.

  • Imposto de Renda 2026: consulta ao quarto lote de restituição abre nesta segunda-feira

    Imposto de Renda 2026: consulta ao quarto lote de restituição abre nesta segunda-feira

    A Receita Federal abre nesta segunda-feira, 24 de agosto de 2026, a partir das 9h, a consulta ao quarto lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026. O lote contempla também restituições residuais de exercícios anteriores. Os contribuintes que tiverem direito aos valores receberão os pagamentos ao longo do dia 31 de agosto de 2026. A situação atual é de expectativa para que milhares de cidadãos confirmem se foram incluídos nesta etapa de liberação de recursos pelo Fisco.

    Ao todo, a Receita Federal pagará 521.935 restituições neste lote específico. O valor total a ser distribuído pelo órgão chega à soma exata de R$ 1.238.013.251,34 aos contribuintes. Conforme informações divulgadas pela própria Receita Federal, os pagamentos das restituições referentes ao Imposto de Renda 2026 serão divididos e efetuados em quatro lotes ao longo do cronograma estabelecido pelo órgão.

    Para realizar a consulta e verificar se tem direito a receber os valores neste lote, o contribuinte deve acessar a página oficial da Receita Federal na internet. No site, basta entrar na aba Meu Imposto de Renda e clicar na opção Consultar a Restituição. A página apresenta orientações gerais e os canais para a prestação do serviço. O cidadão pode fazer uma verificação simplificada ou completa da situação da sua declaração. Essa consulta detalhada ocorre por meio do extrato de processamento, que é acessado no portal do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC). Outra opção é utilizar o aplicativo oficial da Receita Federal para tablets e smartphones, que permite consultar a liberação das restituições e também a situação cadastral do CPF diretamente na base de dados do órgão.

    Em nota oficial, o Fisco informou que assume o compromisso de realizar o pagamento das restituições exclusivamente em contas bancárias de titularidade do próprio contribuinte. Por conta disso, os sistemas de segurança da Receita Federal impedem que o crédito seja efetuado se houver algum erro nas informações bancárias fornecidas ou problemas com a conta de destino. Caso isso ocorra, o cidadão pode fazer o reagendamento do crédito de forma digital por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do Banco do Brasil. Durante o atendimento do reagendamento, o contribuinte precisa informar o valor da restituição e também o número do recibo da declaração de Imposto de Renda, aguardando depois por uma nova tentativa de crédito. Se perder o prazo e não resgatar a restituição a tempo, o cidadão terá de fazer um requerimento específico pelo portal e-CAC.

    A consulta aberta nesta segunda-feira também possibilita ao cidadão descobrir se existe alguma pendência que esteja bloqueando o pagamento de sua restituição, ou seja, se a sua declaração caiu na chamada malha fina do leão. Quando uma declaração é retida pelo Fisco, isso indica que foram encontradas divergências entre as informações fornecidas pelo contribuinte e os dados que a Receita Federal possui em seu sistema. Essas inconsistências podem ter origem em um dado incorreto digitado pelo próprio cidadão, pela empresa em que trabalha (que atua como fonte pagadora) ou por terceiros, como prestadores de serviços. Ao acessar o e-CAC, o trabalhador consegue visualizar qual divergência exata gerou a retenção e recebe instruções sobre como corrigir o problema, podendo retificar o documento e corrigir as informações diretamente pelo portal.

  • Braskem planeja pedir recuperação extrajudicial para reestruturar US$ 10,9 bilhões

    Braskem planeja pedir recuperação extrajudicial para reestruturar US$ 10,9 bilhões

    A petroquímica brasileira Braskem anunciou, nesta segunda-feira (24 de agosto de 2026), que seu Conselho de Administração aprovou a entrada com um pedido de recuperação extrajudicial no Brasil. A medida visa reestruturar uma dívida de aproximadamente US$ 10,9 bilhões, valor equivalente a cerca de R$ 56 bilhões. No momento atual, o pedido judicial ainda não foi formalmente protocolado na Justiça, pois a companhia trabalha na finalização e formalização dos documentos necessários para oficializar o processo.

    Assim que o protocolo for apresentado oficialmente na Justiça, a petroquímica iniciará uma nova etapa de negociação direta com seus credores. A Braskem buscará um consenso em relação às condições para reorganizar suas obrigações financeiras, o que engloba novos prazos e modalidades de pagamento das dívidas. Em documentos divulgados ao mercado, a companhia explicou que vinha avaliando medidas de proteção contra possíveis ações judiciais de credores enquanto tentava avançar nas conversas para a reestruturação dos passivos.

    Esse movimento de recuperação extrajudicial já era esperado pelos analistas de mercado. Na sexta-feira anterior, dia 21 de agosto de 2026, a Braskem havia admitido publicamente possuir débitos superiores a US$ 10 bilhões, equivalentes a R$ 54 bilhões na cotação da época, sob o escopo de reestruturação. As conversas com os detentores dos títulos de dívida haviam se intensificado nas semanas anteriores ao anúncio oficial, período no qual a diretoria avaliava diferentes alternativas financeiras para solucionar seu passivo.

    A maior parte da dívida da Braskem é composta por títulos emitidos no exterior, que consistem em papéis vendidos diretamente a investidores internacionais. Ao mesmo tempo, a empresa enfrenta a reestruturação de sua subsidiária mexicana, a Braskem Idesa, que recorreu à lei de falências dos Estados Unidos sob o mecanismo do Chapter 11. Esse modelo legal norte-americano permite a continuidade das operações da subsidiária sob supervisão judicial. Para manter o controle da Braskem Idesa, o plano desenhado prevê um aporte de US$ 476 milhões pela controladora brasileira.

    Fundada no ano de 2002 a partir da integração de ativos da antiga Odebrecht, atual Novonor, e do Grupo Mariani, a Braskem é uma das maiores empresas petroquímicas do país. A companhia expandiu seus negócios para mercados como Estados Unidos, Alemanha e México, tendo a Petrobras como uma de suas acionistas principais. Recentemente, o controle que pertencia à Novonor foi adquirido pela IG4 Capital. A empresa atua na produção de resinas plásticas como polietileno, polipropileno e PVC, além de insumos como eteno e propeno utilizados por outras indústrias.

    A petroquímica enfrenta atualmente um período prolongado de dificuldades financeiras e operacionais no setor, estimando-se que serão necessários anos para superar os desafios herdados de gestões passadas. Além do impacto gerado pelos baixos preços globais de produtos petroquímicos, o caixa da companhia foi pressionado pelas despesas relacionadas ao desastre ambiental provocado pela exploração de minas de sal-gema em Alagoas. O evento acarretou o afundamento do solo em bairros de Maceió e exigiu a remoção de milhares de moradores da região afetada.

  • Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas

    Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas

    O Grupo Casas Bahia protocolou, no domingo, dia 16 de agosto de 2026, um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo com o objetivo de reestruturar suas finanças e renegociar uma dívida total estimada em aproximadamente R$ 17,3 bilhões. A medida drástica foi anunciada pela varejista como uma resposta direta à pior crise financeira enfrentada em toda a sua história operacional. A atual situação envolve não apenas a holding principal, mas também outras nove empresas controladas que integram o mesmo grupo econômico. Atualmente, o grupo tenta assegurar a continuidade de suas operações comerciais em todo o país, mantendo o funcionamento regular de suas lojas físicas, de sua plataforma de comércio eletrônico e de todos os demais canais de venda disponíveis aos consumidores. O pedido, que tramita em caráter de urgência, já conta com o aval prévio de seu Conselho de Administração e de seu acionista controlador, mas ainda necessitará de aprovação e ratificação formal por parte dos acionistas em uma Assembleia Geral Extraordinária a ser convocada especificamente para este fim.

    Como parte das ações mais recentes para tentar conter a crise e equilibrar o caixa, a varejista promoveu desligamentos massivos e o encerramento de diversas unidades físicas durante o mês de agosto de 2026. Segundo os documentos anexados à petição encaminhada ao Foro Central Cível de São Paulo, a companhia demitiu cerca de 3 mil funcionários e desativou quase 300 lojas físicas somente no decorrer deste mês. A empresa argumenta no processo judicial que esses cortes profundos e fechamentos de postos de trabalho são essenciais para reduzir despesas operacionais imediatas e tentar reestabelecer o equilíbrio financeiro do grupo. Apesar dessa expressiva redução de pessoal e de pontos de venda físicos, a varejista ressaltou que a crise que atravessa é estritamente conjuntural e defendeu a viabilidade de seus negócios no mercado nacional, destacando que ainda mantém em atividade um quadro com mais de 20 mil colaboradores contratados e uma rede de atendimento que supera a marca de 700 lojas físicas espalhadas pelo Brasil.

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    Na petição apresentada ao Judiciário paulista, a administração do Grupo Casas Bahia detalhou os fatores macroeconômicos e setoriais que desencadearam a grave situação financeira da companhia. De acordo com a manifestação jurídica da empresa, as principais dificuldades enfrentadas decorrem diretamente de um cenário prolongado de juros elevados e de uma retração acentuada no consumo de bens duráveis por parte da população. Além do enfraquecimento das vendas, a varejista apontou o aumento expressivo dos índices de inadimplência e as severas pressões competitivas que afetaram o setor de varejo de forma generalizada ao longo dos últimos anos. A companhia também listou os impactos profundos provocados pela transformação digital acelerada no comércio, o que exigiu modificações rápidas. O grupo argumenta que, embora os esforços anteriores tenham gerado alguns resultados positivos, o custo financeiro elevado de carregamento de sua dívida continuou exercendo forte pressão sobre o caixa diário, tornando as novas medidas de corte indispensáveis em 2026.

    O pedido de recuperação judicial formalizado em agosto de 2026 representa o desfecho de um amplo e complexo processo de reestruturação corporativa que a Casas Bahia iniciou há cerca de três anos. Em meados de 2023, a empresa lançou o que denominou de Plano de Transformação, focado em reduzir custos, otimizar a eficiência operacional e fortalecer a geração interna de caixa. Na primeira fase deste plano, executada até o encerramento do ano de 2023, o grupo realizou o fechamento de 55 lojas físicas que apresentavam desempenho deficitário e promoveu o desligamento de aproximadamente 8,6 mil colaboradores. Adicionalmente, as ações de ajuste envolveram a redução de seus estoques de mercadorias, o corte rigoroso de novos investimentos e a implementação de readequações logísticas em seus centros de distribuição espalhados pelo país. Com a soma das duas grandes etapas de ajustes operacionais — a de 2023 e a realizada em agosto de 2026 —, o grupo acumulou um corte total de cerca de 11,6 mil postos de trabalho e o encerramento das atividades de aproximadamente 355 lojas físicas.

    Dando sequência às tentativas de saneamento de suas contas antes do pedido de recuperação judicial, a Casas Bahia havia percorrido caminhos de negociação extrajudicial no ano de 2024. Naquela oportunidade, a empresa conseguiu concluir um processo de recuperação extrajudicial que envolveu a renegociação de cerca de R$ 4,1 bilhões em dívidas junto a diferentes instituições financeiras credoras. No período em que celebrou o acordo extrajudicial, a diretoria da varejista projetava que os efeitos da renegociação de débitos, combinados com uma expectativa de redução gradual nas taxas básicas de juros e com a retomada do consumo de bens duráveis, trariam estabilidade definitiva para as finanças da companhia. No entanto, as projeções otimistas não se confirmaram e o cenário macroeconômico brasileiro permaneceu adverso nos anos seguintes. Sem a melhora esperada na economia e com a pressão contínua sobre as despesas de juros, o grupo viu-se obrigado a avançar para a recuperação judicial em agosto de 2026 como a única alternativa para preservar os mais de 20 mil empregos restantes e garantir a sustentabilidade de suas operações.

  • Entenda a crise que levou o Grupo Casas Bahia a pedir recuperação judicial

    Entenda a crise que levou o Grupo Casas Bahia a pedir recuperação judicial

    O Grupo Casas Bahia formalizou, no último domingo (16 de agosto de 2026), um pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. A medida foi anunciada pela empresa varejista com o objetivo de reestruturar suas finanças, renegociar uma dívida total calculada em R$ 17,3 bilhões e assegurar que as atividades comerciais continuem em funcionamento. A atual situação da companhia decorre de pressões macroeconômicas e do enfraquecimento do consumo interno.

    De acordo com a administração do grupo, o pedido de recuperação judicial tornou-se inevitável por causa da deterioração financeira recente da marca. Esse quadro foi ampliado pelas taxas de juros elevadas vigentes no Brasil, que encareceram as linhas de crédito disponíveis e inflaram as despesas financeiras gerais. Em paralelo, a retração do consumo diminuiu a capacidade da empresa de gerar fluxo de caixa constante. Os primeiros reflexos negativos desse cenário surgiram ainda no terceiro trimestre de 2022, momento em que a organização registrou o primeiro de uma sequência de prejuízos trimestrais.

    Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial

    Antes de recorrer ao processo judicial, a empresa buscou outras alternativas de reestruturação. No ano de 2023, a varejista elaborou o chamado Plano de Transformação, focado em obter rentabilidade e expansão sustentável, com projeções de retomada do crescimento a partir de 2025. Naquele período, o presidente da Via, controladora das marcas Casas Bahia e Ponto, Renato Horta Franflin, explicou que a direção priorizaria o comércio eletrônico, a abertura de novos pontos digitais, a expansão física e parcerias com fintechs. Apesar do fechamento de lojas e postos de trabalho ao longo de 2023, as pressões de juros e endividamento das famílias persistiram, levando a varejista a solicitar uma recuperação extrajudicial de R$ 4,1 bilhões, homologada pela Justiça em abril de 2024 para suspender as cobranças de credores por 180 dias.

    Embora o grupo tenha reduzido sua alavancagem financeira e abatido 75% da sua dívida líquida em 2025, o início de 2026 trouxe novos desafios de liquidez. Mesmo com um recuo de R$ 2,7 bilhões no endividamento líquido durante o primeiro trimestre deste ano, a empresa não suportou a pressão subsequente. No segundo trimestre de 2026, o grupo reportou um prejuízo líquido substancial de R$ 10,1 bilhões. Para tentar equilibrar a operação nacional e estancar as perdas financeiras, a Casas Bahia realizou o fechamento de mais de 200 lojas, além de buscar alternativas de captação de recursos adicionais.

    A direção da varejista tentou captar recursos financeiros tanto no mercado nacional quanto no exterior para fortalecer o caixa. No entanto, as rodadas de negociação fracassaram devido à desistência de um investidor específico e à relutância do mercado em conceder novos financiamentos sob condições de juros altos e crédito restrito. Diante dessas dificuldades, que culminaram no pedido judicial nesta segunda-feira (17), a Casas Bahia planeja avançar em uma nova etapa de cortes de despesas. O planejamento prevê a diminuição do estoque de mercadorias, redução do capital necessário para a manutenção das operações cotidianas e ajustes profundos nos canais de vendas digitais.

    O Grupo Casas Bahia se posiciona como uma das maiores referências do setor varejista do Brasil. A holding administra marcas conhecidas, como as bandeiras Casas Bahia e Ponto, o portal de comércio eletrônico Extra.com.br, a fábrica de móveis Bartira, além de operações na área de logística e serviços financeiros digitais, como o Casas Bahia Pay. A formatação atual do grupo consolidou-se em 2009, com a fusão da rede original à Globex, então dona do Pontofrio. A denominação institucional da corporação passou por alterações ao longo dos anos, chamando-se Via Varejo a partir de 2010, mudando para Via em 2021 e, finalmente, adotando o nome corporativo de Grupo Casas Bahia em 2023.