Author: News Worker

  • Gabriel de Alba assume SAF do Botafogo e projeta hegemonia nas Américas

    Gabriel de Alba assume SAF do Botafogo e projeta hegemonia nas Américas

    O empresário mexicano Gabriel de Alba é o novo investidor do Botafogo e assumirá o controle majoritário da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube nas próximas semanas, por meio de sua empresa GDA Luma. Atualmente no Rio de Janeiro, o empresário já participa de decisões administrativas e definiu como principal objetivo transformar o Botafogo no melhor time das Américas. Na última quarta-feira, ele esteve no Estádio Nilton Santos para acompanhar o treinamento do elenco antes da partida decisiva contra o Cienciano, pela Copa Sul-Americana, e conversou diretamente com os atletas.

    Durante o encontro com o grupo de jogadores, Gabriel de Alba apresentou suas diretrizes e prometeu que o elenco terá uma instituição estruturada, que respeite os profissionais e cumpra rigorosamente todos os seus compromissos financeiros e institucionais. Ele demonstrou confiança no grupo para o confronto imediato e para o futuro. De acordo com o investidor, o objetivo é consolidar o Botafogo como uma equipe vencedora, capaz de disputar campeonatos nacionais e sul-americanos anualmente, além de competir com frequência no Mundial de Clubes.

    Novo dono da SAF, Gabriel de Alba diz: "Queremos fazer do Botafogo o melhor das Américas"
    Novo dono da SAF, Gabriel de Alba diz: "Queremos fazer do Botafogo o melhor das Américas"

    Para viabilizar a reestruturação e o fortalecimento do futebol, a GDA Luma já aportou cerca de 50 milhões de dólares, o que equivale a aproximadamente R$ 255 milhões. Esse montante está subdividido em um empréstimo de 25 milhões de dólares destinado ao pagamento do transfer ban do jogador Almada, além de um aporte de 14,5 milhões de dólares em julho e de outro depósito no valor de 10,5 milhões de dólares. O futuro contrato oficializado entre as partes também prevê a obrigação de manter a folha de pagamento do clube de General Severiano entre as cinco maiores de todo o futebol brasileiro.

    Embora resida atualmente em Nova York, Gabriel de Alba garantiu que estará muito presente fisicamente no Rio de Janeiro para acompanhar de perto a transição, que ele classifica como o projeto mais importante e estimulante de sua vida profissional. Em relação ao mercado de transferências, o investidor não descartou a realização de novas contratações nesta janela de transferências, cujo encerramento está previsto para o dia 11 de setembro. Ele destacou que o trabalho de montagem do elenco está no início e que o compromisso de estruturar um time vencedor se estenderá por muitos anos.

    O investidor também teve participação direta na demissão do técnico Franclim Carvalho, ocorrida após reuniões de trabalho logo após sua chegada ao Brasil, na terça-feira. A mudança no comando técnico foi motivada pela derrota por 6 a 1 para o Cienciano no Peru, um resultado que o empresário considerou surpreendente e que acelerou as modificações na comissão técnica. Por enquanto, o treinador do time sub-20, Rodrigo Bellão, assumirá o cargo de técnico interino da equipe principal para o jogo de volta, mas o empresário cogita a sua efetivação definitiva para o cargo enquanto avalia o mercado.

    A partida de volta contra o Cienciano, que ocorre nesta quinta-feira no Nilton Santos, marcará o primeiro contato de Gabriel de Alba com a torcida alvinegra no estádio. Para obter a classificação para as quartas de final da Copa Sul-Americana, o clube carioca precisa reverter a goleada sofrida no primeiro jogo. O empresário declarou estar muito entusiasmado para o confronto e agradeceu o acolhimento da torcida, da instituição e dos atletas, ressaltando sua total confiança de que o elenco é capaz de buscar um resultado positivo.

  • Terremoto de magnitude 6,7 atinge o Peru nesta quinta-feira

    Terremoto de magnitude 6,7 atinge o Peru nesta quinta-feira

    Um terremoto de magnitude 6,7 atingiu o Peru na tarde desta quinta-feira, 20 de agosto de 2026, segundo informações divulgadas pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O tremor ocorreu em uma região de cordilheira no sul do país e, até o momento, as autoridades locais e os órgãos de monitoramento não registraram relatos de feridos ou de estragos materiais. Além disso, as agências responsáveis confirmaram que não há alertas de tsunami emitidos para a costa oeste da América Latina. O abalo assustou moradores, mas a situação atual segue sob observação sem registros de emergências graves nas áreas urbanas mais próximas do epicentro.

    O Serviço Geológico dos Estados Unidos apontou que o epicentro do tremor de terra se localizou em uma área montanhosa, apresentando uma profundidade de 99 quilômetros. A instituição norte-americana chegou a classificar a intensidade do abalo sísmico como muito forte em determinadas áreas próximas ao ponto de origem. Por outro lado, o Instituto de Geofísica do Peru apresentou dados preliminares divergentes, informando inicialmente que o terremoto registrou uma magnitude de 7,2, com uma profundidade estimada em 108 quilômetros. O chefe do órgão peruano, Hernando Tavera, explicou que a grande profundidade em que o abalo ocorreu foi o fator determinante para evitar que houvesse a ocorrência de grandes danos estruturais no país.

    O fenômeno natural foi registrado em uma região que possui baixa densidade populacional. De acordo com os dados geográficos da área, a cidade mais próxima do epicentro é Coracora, um município que conta com aproximadamente 11 mil habitantes. Nas redes sociais, circularam gravações em vídeo mostrando grandes nuvens de poeira se levantando das montanhas da Cordilheira dos Andes logo após o tremor. A agência estatal de notícias Andina confirmou que ocorreram deslizamentos de terra em algumas das regiões montanhosas vizinhas, embora essas ocorrências não tenham provocado nenhum tipo de dano material ou humano. Na região de Lima, capital do país localizada a cerca de 600 quilômetros de distância do epicentro, testemunhas relataram ao Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo que o abalo foi sentido de forma leve, mas com uma longa duração.

    A recorrência de abalos sísmicos no Peru se deve à sua localização geográfica no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma extensa faixa caracterizada por intensa atividade tectônica onde a ocorrência de terremotos é frequente. O histórico do país registra eventos graves decorrentes dessa atividade geológica. No ano de 2007, por exemplo, um forte terremoto de magnitude 7,9 atingiu a província de Pisco, localizada na região de Ica, resultando na morte de quase 600 pessoas e causando destruição generalizada naquela localidade. Desde então, o país monitora constantemente os movimentos tectônicos para mitigar possíveis desastres provocados por esse tipo de fenômeno natural.

    Diante desse cenário de vulnerabilidade sísmica, as autoridades peruanas realizaram, na semana anterior ao terremoto desta quinta-feira, um exercício nacional de simulação de emergência voltado para preparar a população e os serviços de resgate contra possíveis tremores. Essa atividade preventiva foi organizada após o registro de fortes abalos sísmicos que afetaram recentemente a Venezuela e a Colômbia. Adicionalmente, no final do mês de julho de 2026, outro tremor de terra, com magnitude calculada em 5,6, havia sido registrado próximo à região de fronteira entre o Peru e o Brasil, ocasião em que moradores do lado peruano relataram ter sentido o abalo com baixa intensidade, sem consequências graves.

  • Inter lança terceiro uniforme para a temporada 2026 em alusão ao Mundial de 2006

    Inter lança terceiro uniforme para a temporada 2026 em alusão ao Mundial de 2006

    O Internacional apresentou de forma oficial o seu terceiro uniforme de jogo projetado para a temporada de 2026 nesta quinta-feira, dia 20 de agosto. Seguindo exatamente o mesmo conceito adotado no desenvolvimento das camisas número um e número dois lançadas anteriormente para o ano vigente, o novo modelo de vestimenta busca prestar uma homenagem direta à conquista do título mundial de 2006. Essa importante conquista esportiva da história do clube gaúcho completará duas décadas de existência no próximo mês de dezembro de 2026.

    A nova peça esportiva foi desenhada apresentando variações e diferentes tons da cor vermelha ao longo de sua extensão. O tecido do modelo exibe de maneira destacada o grafismo de um dragão japonês, elemento amplamente reconhecido como um dos símbolos mais importantes e tradicionais da cultura do Japão. Para complementar as referências ao país que sediou o torneio, a parte traseira da camisa, posicionada na região próxima à gola, traz estampada uma inscrição com as coordenadas geográficas exatas do estádio de Yokohama, palco histórico onde o clube se consagrou campeão do mundo ao derrotar a equipe do Barcelona.

    Camisa Internacional

    Antes de realizar o lançamento definitivo da nova vestimenta, a diretoria do clube já havia divulgado algumas imagens da peça e dado início ao processo de divulgação da pré-venda do modelo para os torcedores. Essa movimentação comercial e de marketing ocorreu de forma antecipada, ocorrendo antes do confronto decisivo contra o Corinthians, em partida válida pela fase de oitavas de final da Copa do Brasil. A iniciativa celebra um ano muito especial para os torcedores, já que as conquistas inéditas da primeira Conmebol Libertadores e do Mundial de Clubes da Fifa completam o seu vigésimo aniversário durante o ano de 2026.

    O design visual da nova camisa traz modificações no posicionamento dos elementos visuais na parte frontal do peito. O logotipo da fornecedora adidas e o escudo aberto do Internacional aparecem de forma centralizada, ambos destacados na cor dourada. Esse mesmo tom de dourado foi o escolhido para estampar os números e os nomes dos jogadores na parte das costas do uniforme. Essa tonalidade dourada foi selecionada especificamente para simbolizar a glória do título do torneio conquistado em solo japonês na temporada de 2006.

    O novo modelo de uniforme já pode ser adquirido pelos torcedores nas lojas físicas e virtuais. Os preços estabelecidos para a comercialização do produto são de R$ 449,99 nas opções de corte masculino e feminino para adultos. O público que desejar adquirir o modelo em tamanho infantil encontrará a peça disponível para compra pelo valor de R$ 399,99. Os torcedores que são associados do clube e mantêm as suas mensalidades em dia com a instituição têm direito a um desconto de 15% no momento da aquisição do novo produto do time.

    Fonte consultada: veículo original.

  • Verstappen renova com a Red Bull até 2030 e revela que cogitou aposentadoria

    Verstappen renova com a Red Bull até 2030 e revela que cogitou aposentadoria

    O piloto holandês Max Verstappen e a equipe Red Bull acertaram a renovação de contrato até o ano de 2030, encerrando as especulações sobre o destino do competidor. Em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira, dia 20 de agosto de 2026, o tetracampeão revelou que esteve mais perto de se aposentar da Fórmula 1 do que de se transferir para outra escuderia. Atualmente, a situação está definida com a permanência do piloto na equipe austríaca, afastando os antigos boatos que apontavam para uma possível ida para a McLaren.

    Durante as primeiras corridas da atual temporada, o futuro do piloto era incerto. Ele explicou que chegou a pedir a Laurent Mekies, chefe da Red Bull, que não o questionasse sobre seus planos futuros, pois ele próprio não sabia se continuaria na categoria. Verstappen ressaltou que sempre manteve uma postura aberta com a equipe e que a lealdade ao time austríaco pesou em sua decisão final, reiterando que a possibilidade de mudar de escuderia nunca esteve tão próxima quanto a de deixar as pistas de forma definitiva.

    O descontentamento que quase levou o piloto à aposentadoria estava diretamente ligado ao regulamento de motores implementado nesta temporada. As novas regras aumentaram a importância da parte elétrica, responsável por cerca de 50% da potência total do carro. Esse formato recebeu críticas de diversos pilotos por dificultar o gerenciamento das baterias e tornar as ultrapassagens artificiais. Verstappen, um dos principais críticos do sistema, sugeriu que sua permanência dependeria muito de mudanças para os anos seguintes. A situação começou a se acalmar em junho, quando a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou um ajuste gradual na divisão de potência até 2028, reduzindo a parte elétrica para 40% do total.

    O novo vínculo contratual vai até 2030, coincidindo com o encerramento do atual ciclo de regulamentos da Fórmula 1. Há também a expectativa por novas mudanças na motorização, uma vez que o presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem, já manifestou publicamente o desejo de substituir os motores V6 atuais por modelos V8. O piloto holandês declarou que o encerramento de seu contrato em 2030 deixa o caminho aberto para reavaliar sua carreira caso os motores V8 realmente retornem à categoria, afirmando que tem se adaptado e buscado extrair o melhor com o que a equipe tem disponível.

    O desejo de encerrar a carreira esportiva na Red Bull é um plano antigo de Verstappen, que já havia sido compartilhado com Dietrich Mateschitz, fundador da marca que controla a equipe, antes de seu falecimento em 2022. O piloto expressou orgulho em estender o vínculo contratual e demonstrou forte motivação para colocar a escuderia novamente no topo. Ele destacou o sentimento de competitividade e o desejo de reviver o período de conquistas que marcou sua trajetória pela escuderia nas últimas temporadas, ressaltando que o grupo sentiu muito o gosto de estar no topo e que está faminto para chegar lá novamente.

    A história de Verstappen com a Red Bull começou em 2016, logo após uma passagem de um ano pela Toro Rosso, atual Racing Bulls, que funciona como uma equipe subsidiária do time principal. Desde sua estreia na escuderia austríaca, o competidor acumulou 221 largadas, com 71 vitórias, 131 pódios e quatro títulos mundiais conquistados. Ao término do novo contrato estabelecido, em 2030, o piloto holandês terá 32 anos de idade.

  • Lei Seca ganha triagem por pré-teste e novas regras para detecção de drogas

    Lei Seca ganha triagem por pré-teste e novas regras para detecção de drogas

    O Conselho Nacional de Trânsito aprovou, na segunda-feira, 17 de agosto de 2026, novas diretrizes para a fiscalização da Lei Seca no Brasil. A medida atualiza os métodos de abordagem utilizados pelos agentes de trânsito e regulamenta a possibilidade de testes para identificar o consumo de outras substâncias psicoativas. O novo regulamento entrará em vigor a partir de sua publicação no Diário Oficial da União, sendo que os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito terão 60 dias para adaptar os sistemas informatizados aos novos códigos e fichas de fiscalização.

    Uma das principais inovações estabelecidas pelo conselho é a criação de uma etapa inicial de triagem. Durante as blitze, as autoridades de trânsito poderão utilizar aparelhos de pré-teste ou de teste passivo de alcoolemia para verificar preliminarmente se existem vestígios de álcool no organismo do condutor. Caso o dispositivo aponte resultado positivo, será necessário dar continuidade aos procedimentos padrão para confirmar a situação. A resolução deixa claro que o indicativo inicial obtido no pré-teste não pode, isoladamente, gerar multa ou comprovar que o motorista dirigia sob influência de bebida alcoólica.

    Imagem da matéria

    No caso da fiscalização para identificar o uso de outras substâncias psicoativas, a aplicação prática ocorrerá apenas após a homologação e a certificação técnica dos equipamentos e procedimentos. Com isso, os motoristas parados no momento atual ainda não passarão por esse tipo de teste de drogas. O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo informou ao g1 que aguarda a publicação da resolução no Diário Oficial da União, bem como as orientações complementares do órgão nacional, para definir de que maneira as novas abordagens serão conduzidas no território paulista.

    A nova regra também descreve os procedimentos necessários para evitar distorções decorrentes da presença temporária de álcool na boca do motorista. Essa situação pode ser gerada pelo consumo de itens comuns, tais como pão de forma, bombons de licor ou enxaguantes bucais. Caso o teste passivo registre presença de álcool nessas condições específicas, uma avaliação complementar precisará ser efetuada antes de qualquer constatação definitiva sobre o estado do motorista. Os agentes também devem realizar retestes quando falhas técnicas ou operacionais prejudicarem a obtenção de um resultado válido.

    A resolução determina que os motoristas que se envolverem em acidentes de trânsito devem ser submetidos à fiscalização sempre que for possível. Em ocorrências com morte confirmada, o exame para apontar a existência de álcool ou de substâncias psicoativas torna-se obrigatório. Paralelamente, em agosto, a Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados deu parecer favorável a um projeto de lei que endurece as penas de motoristas embriagados que causem acidentes fatais, estipulando suspensão do direito de dirigir por 10 anos e multa de 50 vezes o valor padrão. O projeto seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ir a voto no Congresso.

    Para uniformizar a atuação dos agentes, o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito será revisado para detalhar os procedimentos adequados nos casos em que o motorista se recusa a fazer os exames. Conforme as regras vigentes do Código de Trânsito Brasileiro, a recusa direta em soprar o bafômetro configura infração gravíssima, independentemente de haver sinais visíveis de embriaguez. A resolução também veda expressamente o registro duplo de infrações de recusa e de condução sob influência de substâncias em uma única abordagem, esclarecendo que as autuações não serão cumulativas.

  • Entenda as investigações que levaram ao afastamento do presidente do TCE-MA

    Entenda as investigações que levaram ao afastamento do presidente do TCE-MA

    O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento cautelar de Daniel Itapary Brandão da presidência do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) pelo prazo de 180 dias. O conselheiro é investigado por suspeitas de desvio de verbas públicas de emendas parlamentares federais, pagamento de propina, ações para obstruir investigações e possível relação com o homicídio do empresário João Bosco Sobrinho, ocorrido em 2022. No momento, o tribunal maranhense deve definir o substituto para a presidência, enquanto Daniel nega as acusações e afirma que cumprirá a decisão judicial de forma integral.

    A Polícia Federal trabalha com a hipótese de desvio de recursos públicos federais destinados ao Maranhão por meio de contratos fraudados. A Procuradoria-Geral da República (PGR) identificou que a empresa Gás do Sertão Ltda., na qual Daniel Brandão mantinha sociedade, recebeu depósitos de R$ 19,9 milhões entre dezembro de 2019 e junho de 2023. Conforme o Ministério Público Federal, duas transações financeiras desse intervalo de tempo eram incompatíveis com o faturamento declarado da empresa. Dino ressaltou que as movimentações financeiras ainda precisam ser totalmente esclarecidas e não constituem prova sumária de crime.

    Imagem da matéria

    O inquérito investiga também se a morte do empresário João Bosco Sobrinho, assassinado a tiros em agosto de 2022 em São Luís, ocorreu no contexto de cobranças por vantagens ilícitas em contratos estaduais. De acordo com a PF, Daniel Brandão esteve no Edifício Tech Office no dia do homicídio e teria agendado um encontro com a vítima e com Gilbson César Soares Cutrim Júnior, condenado em 2024 pelo assassinato. Em depoimento prestado à polícia, Gilbson relatou ter entregue pacotes de dinheiro ao presidente afastado do tribunal pouco antes de cometer o disparo fatal após desentendimento sobre propinas.

    A decisão aponta indícios de obstrução de justiça, alegando que o nome de Daniel foi omitido do relatório inicial elaborado pela Polícia Civil do Maranhão, mesmo havendo imagens de monitoramento interno e depoimentos sobre sua presença no local. O ministro do STF indicou que o conselheiro pode ter usado seu cargo para dificultar a identificação no inquérito estadual. Há ainda suspeitas de que o grupo ofereceu cargos públicos e repassou R$ 160 mil em dinheiro vivo para garantir o silêncio de Gilbson após sua prisão, além de financiar despesas jurídicas de sua família.

    A investigação criminal foi transferida em maio de 2025 para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) devido ao foro especial do conselheiro, e seguiu em outubro de 2025 para o STF, sob alegações de interferência do senador Weverton Rocha no processo. A PF monitorou contatos do senador com o relator do caso no STJ no dia em que Gilbson foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília. Weverton Rocha nega irregularidades e atribui as acusações a uma perseguição política. O governador do Maranhão, Carlos Brandão, cujo grupo político é mencionado no caso, também refuta desvios.

    Dino destacou que manter Daniel Brandão no comando do TCE-MA representava risco ao andamento dos trabalhos, destacando que o conselheiro também deixou de prestar informações exigidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre contratos da empresa Vigas Engenharia. Em manifestação escrita, Daniel Brandão declarou perplexidade com o afastamento, reafirmou sua inocência e colocou-se à disposição para colaborar com a apuração. O conselheiro ressaltou que, embora discorde da decisão do STF, cumprirá as restrições judiciais e buscará provar a legalidade de suas condutas na justiça.

  • Partido influencia voto para presidente para 60% dos eleitores, aponta Quaest

    Partido influencia voto para presidente para 60% dos eleitores, aponta Quaest

    Uma pesquisa eleitoral do instituto Quaest, encomendada pela Globo e realizada em parceria com o jornal O Globo, aponta que o partido do candidato influencia a escolha de voto para presidente para 60% dos eleitores entrevistados. O levantamento estatístico foi divulgado no dia 17 de agosto de 2026 e detalha de que forma o eleitorado se comporta diante do peso das siglas partidárias no cenário nacional. A análise compara esses percentuais de influência de forma a diferenciar o comportamento de voto entre o eleitorado com alinhamento político definido e aquele considerado independente no país.

    No segmento de eleitores classificados especificamente como independentes, exatamente 50% afirmam que o partido do candidato à Presidência da República não exerce nenhuma influência na definição do seu voto. O levantamento da Quaest define como independentes todos aqueles eleitores que declaram não se identificar como lulistas, como pertencentes à esquerda não lulista, como bolsonaristas ou como integrantes da direita não bolsonarista. Para esse perfil de cidadãos, as siglas partidárias perdem o papel de destaque no momento de decidir o voto presidencial.

    Imagem da matéria

    O peso da legenda partidária é maior quando analisados os eleitores diretamente associados às principais correntes políticas nacionais. Entre lulistas e bolsonaristas, quase a metade afirma que o partido do candidato influencia muito no momento de escolher quem apoiar para a presidência. No grupo que se identifica como lulista, o percentual de eleitores sob muita influência do partido é de 47%. Já no segmento de eleitores que se declaram bolsonaristas, o índice de pessoas que têm a escolha muito afetada pela sigla do candidato atinge 48%.

    Para a etapa de coleta e consolidação destas informações, o instituto de pesquisa Quaest ouviu 2.004 pessoas no período entre os dias 10 e 13 de agosto de 2026. A margem de erro estimada para este levantamento de dados é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança metodológico estabelecido para a amostragem é de 95%. O número de registro oficial dessa pesquisa é BR-06773/2026.

    Este levantamento específico integra um cronograma de cobertura jornalística para o pleito eleitoral. Até o dia 3 de outubro, data correspondente à véspera do primeiro turno das eleições, o portal g1, a emissora Globo, o canal de notícias GloboNews, o jornal O Globo e as emissoras afiliadas vão publicar 130 pesquisas de opinião. Esse conjunto de pesquisas vai detalhar as intenções de voto para as disputas do Senado, da Presidência da República e também para os governos de todos os estados e do Distrito Federal.

    Os levantamentos previstos nessa cobertura foram encomendados conjuntamente à Quaest e ao Datafolha. Essas pesquisas de opinião pública sobre a intenção de voto servem para informar, rodada a rodada, de que forma está se desenhando a corrida eleitoral no país. Desse modo, o público pode acompanhar as flutuações e as dinâmicas das preferências políticas do eleitorado à medida que se aproxima a data oficial da votação nas urnas.

  • Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas

    Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas

    O Grupo Casas Bahia protocolou, no domingo, dia 16 de agosto de 2026, um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo com o objetivo de reestruturar suas finanças e renegociar uma dívida total estimada em aproximadamente R$ 17,3 bilhões. A medida drástica foi anunciada pela varejista como uma resposta direta à pior crise financeira enfrentada em toda a sua história operacional. A atual situação envolve não apenas a holding principal, mas também outras nove empresas controladas que integram o mesmo grupo econômico. Atualmente, o grupo tenta assegurar a continuidade de suas operações comerciais em todo o país, mantendo o funcionamento regular de suas lojas físicas, de sua plataforma de comércio eletrônico e de todos os demais canais de venda disponíveis aos consumidores. O pedido, que tramita em caráter de urgência, já conta com o aval prévio de seu Conselho de Administração e de seu acionista controlador, mas ainda necessitará de aprovação e ratificação formal por parte dos acionistas em uma Assembleia Geral Extraordinária a ser convocada especificamente para este fim.

    Como parte das ações mais recentes para tentar conter a crise e equilibrar o caixa, a varejista promoveu desligamentos massivos e o encerramento de diversas unidades físicas durante o mês de agosto de 2026. Segundo os documentos anexados à petição encaminhada ao Foro Central Cível de São Paulo, a companhia demitiu cerca de 3 mil funcionários e desativou quase 300 lojas físicas somente no decorrer deste mês. A empresa argumenta no processo judicial que esses cortes profundos e fechamentos de postos de trabalho são essenciais para reduzir despesas operacionais imediatas e tentar reestabelecer o equilíbrio financeiro do grupo. Apesar dessa expressiva redução de pessoal e de pontos de venda físicos, a varejista ressaltou que a crise que atravessa é estritamente conjuntural e defendeu a viabilidade de seus negócios no mercado nacional, destacando que ainda mantém em atividade um quadro com mais de 20 mil colaboradores contratados e uma rede de atendimento que supera a marca de 700 lojas físicas espalhadas pelo Brasil.

    Imagem da matéria

    Na petição apresentada ao Judiciário paulista, a administração do Grupo Casas Bahia detalhou os fatores macroeconômicos e setoriais que desencadearam a grave situação financeira da companhia. De acordo com a manifestação jurídica da empresa, as principais dificuldades enfrentadas decorrem diretamente de um cenário prolongado de juros elevados e de uma retração acentuada no consumo de bens duráveis por parte da população. Além do enfraquecimento das vendas, a varejista apontou o aumento expressivo dos índices de inadimplência e as severas pressões competitivas que afetaram o setor de varejo de forma generalizada ao longo dos últimos anos. A companhia também listou os impactos profundos provocados pela transformação digital acelerada no comércio, o que exigiu modificações rápidas. O grupo argumenta que, embora os esforços anteriores tenham gerado alguns resultados positivos, o custo financeiro elevado de carregamento de sua dívida continuou exercendo forte pressão sobre o caixa diário, tornando as novas medidas de corte indispensáveis em 2026.

    O pedido de recuperação judicial formalizado em agosto de 2026 representa o desfecho de um amplo e complexo processo de reestruturação corporativa que a Casas Bahia iniciou há cerca de três anos. Em meados de 2023, a empresa lançou o que denominou de Plano de Transformação, focado em reduzir custos, otimizar a eficiência operacional e fortalecer a geração interna de caixa. Na primeira fase deste plano, executada até o encerramento do ano de 2023, o grupo realizou o fechamento de 55 lojas físicas que apresentavam desempenho deficitário e promoveu o desligamento de aproximadamente 8,6 mil colaboradores. Adicionalmente, as ações de ajuste envolveram a redução de seus estoques de mercadorias, o corte rigoroso de novos investimentos e a implementação de readequações logísticas em seus centros de distribuição espalhados pelo país. Com a soma das duas grandes etapas de ajustes operacionais — a de 2023 e a realizada em agosto de 2026 —, o grupo acumulou um corte total de cerca de 11,6 mil postos de trabalho e o encerramento das atividades de aproximadamente 355 lojas físicas.

    Dando sequência às tentativas de saneamento de suas contas antes do pedido de recuperação judicial, a Casas Bahia havia percorrido caminhos de negociação extrajudicial no ano de 2024. Naquela oportunidade, a empresa conseguiu concluir um processo de recuperação extrajudicial que envolveu a renegociação de cerca de R$ 4,1 bilhões em dívidas junto a diferentes instituições financeiras credoras. No período em que celebrou o acordo extrajudicial, a diretoria da varejista projetava que os efeitos da renegociação de débitos, combinados com uma expectativa de redução gradual nas taxas básicas de juros e com a retomada do consumo de bens duráveis, trariam estabilidade definitiva para as finanças da companhia. No entanto, as projeções otimistas não se confirmaram e o cenário macroeconômico brasileiro permaneceu adverso nos anos seguintes. Sem a melhora esperada na economia e com a pressão contínua sobre as despesas de juros, o grupo viu-se obrigado a avançar para a recuperação judicial em agosto de 2026 como a única alternativa para preservar os mais de 20 mil empregos restantes e garantir a sustentabilidade de suas operações.

  • Entenda a crise que levou o Grupo Casas Bahia a pedir recuperação judicial

    Entenda a crise que levou o Grupo Casas Bahia a pedir recuperação judicial

    O Grupo Casas Bahia formalizou, no último domingo (16 de agosto de 2026), um pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. A medida foi anunciada pela empresa varejista com o objetivo de reestruturar suas finanças, renegociar uma dívida total calculada em R$ 17,3 bilhões e assegurar que as atividades comerciais continuem em funcionamento. A atual situação da companhia decorre de pressões macroeconômicas e do enfraquecimento do consumo interno.

    De acordo com a administração do grupo, o pedido de recuperação judicial tornou-se inevitável por causa da deterioração financeira recente da marca. Esse quadro foi ampliado pelas taxas de juros elevadas vigentes no Brasil, que encareceram as linhas de crédito disponíveis e inflaram as despesas financeiras gerais. Em paralelo, a retração do consumo diminuiu a capacidade da empresa de gerar fluxo de caixa constante. Os primeiros reflexos negativos desse cenário surgiram ainda no terceiro trimestre de 2022, momento em que a organização registrou o primeiro de uma sequência de prejuízos trimestrais.

    Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial

    Antes de recorrer ao processo judicial, a empresa buscou outras alternativas de reestruturação. No ano de 2023, a varejista elaborou o chamado Plano de Transformação, focado em obter rentabilidade e expansão sustentável, com projeções de retomada do crescimento a partir de 2025. Naquele período, o presidente da Via, controladora das marcas Casas Bahia e Ponto, Renato Horta Franflin, explicou que a direção priorizaria o comércio eletrônico, a abertura de novos pontos digitais, a expansão física e parcerias com fintechs. Apesar do fechamento de lojas e postos de trabalho ao longo de 2023, as pressões de juros e endividamento das famílias persistiram, levando a varejista a solicitar uma recuperação extrajudicial de R$ 4,1 bilhões, homologada pela Justiça em abril de 2024 para suspender as cobranças de credores por 180 dias.

    Embora o grupo tenha reduzido sua alavancagem financeira e abatido 75% da sua dívida líquida em 2025, o início de 2026 trouxe novos desafios de liquidez. Mesmo com um recuo de R$ 2,7 bilhões no endividamento líquido durante o primeiro trimestre deste ano, a empresa não suportou a pressão subsequente. No segundo trimestre de 2026, o grupo reportou um prejuízo líquido substancial de R$ 10,1 bilhões. Para tentar equilibrar a operação nacional e estancar as perdas financeiras, a Casas Bahia realizou o fechamento de mais de 200 lojas, além de buscar alternativas de captação de recursos adicionais.

    A direção da varejista tentou captar recursos financeiros tanto no mercado nacional quanto no exterior para fortalecer o caixa. No entanto, as rodadas de negociação fracassaram devido à desistência de um investidor específico e à relutância do mercado em conceder novos financiamentos sob condições de juros altos e crédito restrito. Diante dessas dificuldades, que culminaram no pedido judicial nesta segunda-feira (17), a Casas Bahia planeja avançar em uma nova etapa de cortes de despesas. O planejamento prevê a diminuição do estoque de mercadorias, redução do capital necessário para a manutenção das operações cotidianas e ajustes profundos nos canais de vendas digitais.

    O Grupo Casas Bahia se posiciona como uma das maiores referências do setor varejista do Brasil. A holding administra marcas conhecidas, como as bandeiras Casas Bahia e Ponto, o portal de comércio eletrônico Extra.com.br, a fábrica de móveis Bartira, além de operações na área de logística e serviços financeiros digitais, como o Casas Bahia Pay. A formatação atual do grupo consolidou-se em 2009, com a fusão da rede original à Globex, então dona do Pontofrio. A denominação institucional da corporação passou por alterações ao longo dos anos, chamando-se Via Varejo a partir de 2010, mudando para Via em 2021 e, finalmente, adotando o nome corporativo de Grupo Casas Bahia em 2023.